segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ensino com o coração

Embora tenham direito ao atendimento, crianças especiais contam com a dedicação de docentes

Caxias do Sul – Tiago Rech, oito anos, sorri quando ouve a palavra escola. Durante o período letivo do ano passado, o menino descobriu a doença degenerativa que restringe suas habilidades físicas e cognitivas. Com a evolução do quadro, passou a receber aulas a domicílio desde junho. O desafio de encurtar as distâncias entre aluno e colégio coube à professora Nara Cardoso, 45.

A cada 15 dias, a docente deixa a Escola Municipal de Ensino Fundamental Erny de Zorzi, em Vila Oliva, onde o aluno está matriculado, para desenvolver atividades na casa de Tiago, no interior do distrito.

– Busco proporcionar qualidade de vida a ele. É um trabalho novo. sério e que exige dedicação. O Tiago não está presente, mas faz parte da escola – conta a professora.

Para cada encontro, Nara prepara novos recursos em horário extraclasse. As atividades que envolvem estímulos auditivos são as preferidas do aluno. A educadora convida colegas e professores para tocarem instrumentos musicais e lerem histórias durante as aulas. A docente até já promoveu uma visita da turma que Tiago frequentaria até a casa do colega em uma das aulas.

– Faz parte do processo de inclusão. É preciso trabalhar em grupo. A família do Tiago também está sempre presente e contribui com o trabalho – explica Nara.

O menino mora com o pai, Ivanor Rech, 40, a mãe, Dirce, 45, e o irmão, Igor, 14.

– Cada visita é uma surpresa. Não é a questão do aprendizado, mas de um atendimento que o deixe feliz. Até os colegas já o valorizam mais – analisa o pai.

Além da Erny de Zorzi, Nara trabalha em Salas de Recursos de outras três escolas na área urbana e no interior. Dedicada ao ensino há 22 anos, ela atua na educação especial há três. A afinidade com a área surgiu quando crianças com necessidades especiais começaram a ser incluídas nas classes regulares em que lecionava como alfabetizadora.

– Passei a gostar e acreditar neste trabalho. Investia na preparação de atividades porque sabia que haveria retorno – argumenta a docente.

Nara é a única professora da rede municipal de ensino que realiza atendimento domiciliar
em Caxias.

– Esse
trabalho é prazeroso, uma opção e uma responsabilidade – se emociona.
GABRIELA MACHADO

Confira a íntegra do artigo no endereço:

Especial como uma Escola deve ser

Arte e inclusão

A 1ª Mostra de Circo da Rede de Atenção à Criança e ao Adolescente de Caxias do Sul (Recria) trouxe à plateia caxiense, no sábado à tarde, meninos e meninas um pouco malabares, um pouco atores, um pouco mágicos. No picadeiro do Teatro Murialdo, cerca de 200 crianças e adolescentes de quatro entidades assistenciais da cidade revelaram que não há idade nem limites para quem quer ser um verdadeiro artista.

As apresentações da mostra são resultado das oficinas de arte circense criadas a contar de 2009, quando a cidade começou a registrar a presença de crianças e adolescentes fazendo acrobacias nas sinaleiras. As pessoas acabavam gostando e davam dinheiro em troca, recorda a coordenadora da Entidade de Assistência à Criança e ao Adolescente (Enca), Elaine Prigol Rosa. Na época, as entidades refletiram sobre o que poderiam fazer para tirar as crianças dos semáforos sem anular o gosto pelo circo.

– Passamos então a oferecer as oficinas em entidades da Recria. Algumas crianças dos semáforos passaram a frequentá-las e foram incluídas em outros programas. Malabares ajudam no desenvolvimento e na cognição. São ferramentas para desenvolver a criança de forma sadia – explica Elaine.

A diretora da Infância da FAS e coordenadora da Recria, Miriam Nora, observa que as oficinas auxiliam a prevenir que os pequenos caiam no mundo das drogas, do trabalho infantil e da exploração sexual. No sábado, antes de iniciar a mostra, Miriam chorou ao falar dos talentos que seriam vistos pelo público.

– O espetáculo que as crianças fazem só pode emocionar o coração da gente. Apostamos em todas as gerações. E essa é uma geração que cuidará mais da vida e da família – acredita Miriam.

O coordenador do Recria Fazendo Arte e Educação, Elói Gallon, ressalta que a intenção do projeto não é só estimular talentos e futuros profissionais da arte, mas, acima de tudo, formar pessoas conscientes de seu papel no planeta:

– Queremos ajudar a formar cidadãos que cuidem da vida e das pessoas, gente que cultive a cultura da paz e da solidariedade.

Na apresentação que a Associação Criança Feliz levou para a 1ª Mostra de Circo da Recria, Naioby Gomes Rodrigues, 10 anos, vestiu-se de elemento mágico. Ela atuou como a fada que, com auxílio de bolinhas de sabão e sem uma palavra sequer, aproximou uma família da cidade e moradores de uma aldeia indígena. A estudante da 4ª série da Escola Municipal João De Zorzi mora com a família no bairro Fátima Baixo e sonha um dia atuar no circo. Também quer ser cantora, mas ainda demonstra um pouco de medo no instante de subir ao palco.

– Na hora que me colocaram lá no alto, sobre os demais colegas, tremi um pouco porque achei que ia cair, mas depois me acalmei. Fico um pouco nervosa no começo das apresentações, mas eu amo o circo. Meu sonho é fazer malabares – afirma, com convicção.
VANIA ESPEIORIN

Parcerias
A 1ª Mostra de Circo da Recria foi viabilizada em parceria com a Fundação de Assistência Social (FAS) e faz parte do projeto Recria Fazendo Arte e Educação. Esse projeto beneficia cerca de 1,7 mil crianças, adolescentes e jovens, e é coordenado pelo Instituto Leonardo Murialdo – Centro Técnico Social, com apoio do Comdica. Além do circo, ele envolve dança, teatro e o Festival Recria de Música Social. É financiado pela Lei Rouanet de Incentivo à Cultura e tem como parceira a Fundação Marcopolo.

Endereço onde você encontra o artigo em sua íntegra:

Viver na diversidade

Viver na Diversidade implica, como diz Walter Praxedes,
“Os multiculturalismos nos ensinam que reconhecer a diferença é reconhecer que existem indivíduos e grupos que são diferentes entre si, mas que possuem direitos correlatos, e que a convivência em uma sociedade democrática depende da aceitação da idéia de compormos uma totalidade social heterogênea na qual:
a) não poderá ocorrer a exclusão de nenhum elemento da totalidade;
b) os conflitos de interesse e de valores deverão ser negociados pacificamente;
c) a diferença deverá ser respeitada.”
O artigo, em sua íntegra se encontra no endereço:

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Primeira postagem

Essa é minha primeira postagem na internet. Estou construindo meu blog. Vamos ver no que vai dar,rsrsrsrsrsr!!!!!